Seja muito bem-vindo a mais um artigo do blog do Clube do Mel! Hoje vamos explorar uma fronteira fascinante da ciência apícola. Todos nós conhecemos a própolis verde brasileira por suas incríveis propriedades antimicrobianas e de fortalecimento da imunidade. Mas você sabia que ela também é uma aliada promissora na proteção do nosso cérebro contra doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer?
Quatro estudos científicos recentes mergulharam a fundo nos mecanismos de ação da própolis verde no sistema nervoso central. A seguir, resumimos as principais descobertas dessas pesquisas que comprovam o potencial desse tesouro produzido pelas abelhas.
- Prevenção do Declínio Cognitivo em Idosos (Estudo Clínico)
O estudo clínico publicado no ano de 2018, intitulado “Brazilian Green Propolis Prevents Cognitive Decline into Mild Cognitive Impairment in Elderly People Living at High Altitude”, acompanhou por 24 meses 60 idosos vivendo em grandes altitudes (2.260 metros), um ambiente onde a baixa oxigenação (hipóxia) aumenta o estresse oxidativo e o risco de declínio cognitivo. Os participantes foram divididos aleatoriamente para receber um placebo ou cápsulas de própolis verde.
Os resultados foram impressionantes: enquanto o grupo placebo apresentou uma piora cognitiva (evoluindo para o Comprometimento Cognitivo Leve), o grupo que consumiu própolis verde apresentou melhoras significativas em seus escores de testes cognitivos (MMSE) ao longo do tempo. Análises sanguíneas mostraram que a própolis atuou reduzindo a inflamação sistêmica — diminuindo citocinas pró-inflamatórias (como IL-1β e IL-6) e aumentando marcadores anti-inflamatórios (como o TGF-β1). Além disso, exames de rotina confirmaram que o uso diário da própolis por dois anos foi totalmente seguro para o fígado e para os rins.
- Combate à Neuroinflamação Causada por Falta de Oxigênio
Publicado em 2013, o estudo “Brazilian Green Propolis Suppresses the Hypoxia-Induced Neuroinflammatory Responses by Inhibiting NF-κB Activation in Microglia” investigou os efeitos da própolis verde em células do cérebro chamadas micróglias, que são a primeira linha de defesa imunológica do sistema nervoso central. Em situações de falta de oxigênio (hipóxia) — como ocorre no envelhecimento ou durante um derrame cerebral (AVC) —, essas células sofrem estresse oxidativo nas mitocôndrias e liberam substâncias altamente inflamatórias.
Os experimentos revelaram que a própolis verde atua como um potente escudo protetor: ela suprime essa resposta inflamatória induzida pela hipóxia ao inibir a via de inflamação do NF-κB e ao reduzir a geração de espécies reativas de oxigênio (radicais livres). Como consequência, houve uma drástica diminuição na liberação de compostos tóxicos ao cérebro (como TNF-α e IL-6), o que sugere que a própolis pode ser altamente benéfica na prevenção da neuroinflamação ligada a déficits cognitivos.
- Regeneração Neuronal Através da Baccharina
Você já ouviu falar da Baccharina? Ela é uma das substâncias ativas encontradas na própolis verde, derivada da planta Baccharis dracunculifolia (o famoso alecrim-do-campo). O experimento de 2022 focado nesse composto, intitulado “Baccharin from Brazilian green propolis induces neurotrophic signaling pathways in PC12 cells: potential for axonal and synaptic regeneration”, revelou seu gigantesco potencial na regeneração de axônios e sinapses neuronais.
Os pesquisadores observaram que a Baccharina “imita” a ação do Fator de Crescimento Nervoso (NGF), ativando vias de sinalização cruciais (como a trkA, PI3K/Akt e MAPK/ERK) que promovem o crescimento de neuritos (extensões dos neurônios). Além disso, a Baccharina induziu o aumento de duas proteínas essenciais para o cérebro: a GAP-43, fundamental para a plasticidade e crescimento dos axônios, e a sinapsina I, vital para a comunicação e plasticidade sináptica. Simulações de computador também indicaram que a Baccharina tem o perfil físico-químico ideal para ultrapassar a barreira hematoencefálica (a “peneira” que protege o cérebro) e atuar diretamente na proteção neural.
- O Papel do Artepillin C na Plasticidade Cerebral
Finalmente, o composto mais famoso da própolis verde, o Artepillin C, e seu derivado acetilado também foram testados em modelos de células neuronais (PC12) no estudo de 2023 “Brazilian Green Propolis’ Artepillin C and Its Acetylated Derivative Activate the NGF-Signaling Pathways and Induce Neurite Outgrowth in NGF-Deprived PC12 Cells”.
Assim como a Baccharina, o Artepillin C e sua versão acetilada demonstraram uma incrível capacidade neurotrófica, ou seja, de nutrir e estimular o crescimento dos neurônios, promovendo a chamada neuritogênese. Esses compostos ativaram as mesmas vias biológicas de crescimento e sobrevivência celular (PI3K/Akt e MAPK/ERK). O Artepillin C puro foi capaz de aumentar a expressão da proteína sinapsina I, enquanto o seu derivado acetilado estimulou a proteína GAP-43. Tais descobertas, somadas ao fato de que essas moléculas têm excelente potencial de absorção gastrointestinal e capacidade para permear a barreira hematoencefálica, reforçam o potencial deste derivado da própolis na prevenção de doenças neurodegenerativas.

Conclusão Seja reduzindo inflamações sistêmicas, protegendo o cérebro contra os danos da falta de oxigênio ou estimulando ativamente o crescimento e a reconexão dos neurônios através da Baccharina e do Artepillin C, a própolis verde brasileira demonstra ser um verdadeiro superalimento para o cérebro.

Esses estudos evidenciam que, no futuro, os compostos presentes no que as nossas abelhas produzem diariamente poderão não apenas prevenir, mas também ajudar a formular novos tratamentos complementares contra doenças debilitantes, como o Alzheimer e outros declínios cognitivos.
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